A tragédia ocorrida na madrugada do dia 01/05/2018 em um edificio na cidade de São Paulo estarreceu a todos os brasileiros.O que aconteceu ali não foi o desabamento de um edificio ,desde muito transformado em gueto,em um monte de escombros.O que veio ao chão neste episódio, foi todo e qualquer sentimento de decencia ,de respeito ao próximo,de solidariedade e de humanidade , que deveriam nortear a conduta de qualquer cidadão civilizado.Aqueles ferros retorcidos e cinzas espalhadas são a imagem da degradação humana a que chegamos.Aquelas cinzas são a cremação das esperanças e dos refugios de centenas de pessoas em busca desesperada por proteção.Trancados feito gado, vilipendiados em sua dignidade, explorados no seu infortunio e abandonados à propria sorte pelos poderes públicos, ali,centenas de familias só eram solidarios no seu abandono e na sua desgraça.Se tornaram reféns e presa facil de movimentos ditos sociais que na verdade nada mais eram que grileiros urbanos criados para explorar,de forma sórdida e cruel a miseria e tragedia humana daqueles que,mesmo não tendo nada, eram instados a prover e sustentar os abutres que os oprimiam.A verdade é que esses movimentos se apropriaram da miseria alheia e a usaram para se locupletarem e utilizar suas fraquezas e dependencias , transformando-a em massa de manobra para manifestações politicas,comprando cada cidadão por 30 dinheiros,como constatado nas ocupações de Curitiba.É a falencia do Estado ,incapaz de prover e proteger os mais fragilizados .Éa falencia da classe politica, a cada dia mais desmoralizada .É a frustração com ideologias .comprovadamente mentirosas onde roubar e dilapidar o patrimonio público mostrou-se ser a sua melhor virtude.
Clicia Vale Borges
Conheço a Clicia desde sua juventude.Filha de D. Alda e seu Pedro, nos encontrávamos de tempos em tempos no planalto dos Araxás em minhas idas de mascate de enxovais de noiva,vendidos por minha mãe.D. Alda foi o melhor agente de vendas que eu poderia desejar.Além de guarnecer os enxovais das quatro filhas ,era ela a arregimentar as futuras freguesas que me permitiam voltar de malas vazias e os bolsos cheios. E,era nesse ambiente que a gente se misturava.Depois ,mais adiante, tornamos a nos encontrar na fazenda de meu tio .Já aí Clicia não se ocupava de muitos interesses.Seu interesse na realidade tinha nome,sobrenome e um cavalo que diariamente o trazia de sua fazenda e o retornava a noite à casa do pai.No dia seguinte estava o Otaviano lá de novo.Clicia era uma menina de estatura média,magra,cabelos bem negros e de um olhar onde a vivacidade e sagacidade eram a marca registrada de sua personalidade.Suas tiradas aos gracejos dos tios ou primos eram infinitamente mais ricas e engraçadas do que se podia imaginar.Suas respostas brotavam de seus labios quase que automaticamente.Ela nem precisava pensar.Ela tinha no seu arquivo de memória sempre a melhor resposta.A vida seguiu e nos falavamos esporadicamente.Pelo fato do Otaviano,seu marido ser meu primo e sua tia ser casada com meu tio a gente se topava de vez em quando nos encontros das familias Borges e Pereira ValeA partir daí comecei a conhecer um pouco mais dessa fantástica criatura.E hoje me faço uma pergunta:quantas mulheres são necessarias para se fazer uma Clicia?Será aquela que cuidou por três anos de um ente querido em estado de coma?Ou será aquela que ao ver a sogra sem o marido e dois filhos se virou para o o filho que restou e disse :nós dois vamos cuidar de sua mãe!Ou ainda,será aquela que socorre entes queridos prisioneiros da solidão e do inexorável castigo do envelhecimento!E mais,será aquela que premida pela necessidade se tornou empresária ,sendo proprietária da Beliske,a melhor Padaria e Confeitaria de Uberaba.?Mas me arrisco um pouco mais.Será ela aquela mulher que nos recebe com tanta fidalguia e desprendimento a ponto de não nos permitir até o uso de um taxi quando em visita a sua cidade?Seriam preciso incontáveis mulheres para se fazer uma Clicia.Mas sei que basta uma,somente uma Clicia para se fazer uma grande mulher.
Gremio – Um gigante
Com uma vitoria incontestável sobre o Lanus ontem na Argentina o Gremio se tornou ,pela terceira vez,campeão da Libertadores.Antes de pisar no gramado, a grande dúvida dos torcedores,da cronica esportiva e certamente do próprio adversario Lanus era como se portariam os tricolores do Sul.Mas a postura do Gremio surpreendeu a todos nós.Mas acho que os mais surpresos e assustados foram os argentinos.Esperavam um Gremio retraído,temeroso,cauteloso e até mesmo amedrontado.A realidade foi tão diversa que os hermanos perderam o rumo e seu jogo simplesmente sumiu.Não sei o que o Renato disse na sua preleção ,mas a equipe gremista já entrou em campo com a autoridade de campeão.Não tomou conhecimento do adversario,da torcida ou do ambiente – diga-se de passagem _ não hostil mas desfavoravel.O Gremio fez um jogo irrepreensivel no primeiro tempo e teria matado a partida não fosse a noite pouco inspirada do Barrios.No segundo tempo a saída do Artur e a expulsão ,justa por sinal,do Ramiro desarticulou a coesão do meio de campo e a partir daí o Gremio foi aquele da batalha do Recife.E mesmo assim o Luan quase repete o golaço do primeiro tempo.Jogou o tempo todo com vontade,com coragem e com destemor.Mostrou a todos que, com bom futebol pode-se enfrentar e, derrotar os argentinos mesmo na praia deles.Isso me faz lembrar de um certo time brasileiro eliminado na sua ultima participação na Libertadores lá mesmo na Argentina, sem ter dado um unico chute a gol.Que se mirem no exemplo do Gremio!Parabens aos tricolores gauchos pela fantástica conquista!
