Narcisismo Politico

Agora,acabada a   jornada da eleição  para a presidência felizmente  as rotinas  do cidadão retornam  e a vida seguirá em frente.Mas ,abre-se um espaço  interessante para uma avaliação da campanha do Aécio Neves.Tentarei aqui expor meu ponto de vista,que,tenho certeza  coincidirá com muitos dos meus conterrâneos mineiros.Muito antes do 05/10,quando as primeiras pesquisas para o governo de Minas começaram a ser divulgadas mostrando a dianteira do Pimentel,comentei com amigos e familiares  que  o desastre era iminente e que poderia custar  a vitoria do Aecio .A escolha de Pimenta da Veiga foi para mim um erro gigantesco.Quando você  vê nos debates o Aecio conclamar Dilma a olhar  para o futuro e deixar de olhar no retrovisor,constata-se ali sua tremenda incoerência.Foi ele que ,la atrás na escolha do candidato,ajustou bem o retrovisor e ressuscitou  um defunto político.Nada contra o Sr. Pimenta da Veiga!Ou melhor;tudo contra o Sr. Pimenta Da Veiga!Eleito prefeito de Belo Horizonte largou o cargo no meio do caminho,sem   antes consolidar  qualidades de gestor eficiente e lançou-se candidato a governador,sendo derrotado alem de deixar o belorizontino contrariado e com a sensação de ter sido traído.Ao ungir Pimenta da Veiga,numa decisão pessoal e autocrática,Aecio   demonstrou uma  fatal arrogância política, eivada de    soberba e   daquilo que chamo de narcisismo político,ou seja “basta a minha indicação e tudo se resolverá naturalmente”.Eleger poste não é uma tarefa fácil!Que o diga o Lula com o Padilha em São Paulo.A possibilidade de perder, não foi em nenhum momento   considerada  ou vislumbrada por Aecio e  seus assessores.Tivesse ele  avaliado as catastróficas consequências  para   seus projetos pessoais e de seu partido que uma derrota em Minas acarretaria e certamente vai  acarretar,a escolha de seu candidato a governador teria sido melhor analisada ou planejada.Poderia ser o  próprio Pimenta da Veiga, tivesse ele sido repatriado a dois ou três anos e colocado em uma secretaria  com visibilidade do governo Anastasia.Essas lições provavelmente o saudoso Tancredo se esqueceu de  transmitir ao neto.

 

Ass.  Fabio  Botelho

Belo Horizonte,27/10/2014

Afinal somos todos burgueses

Vejo com muita naturalidade as manifestações de repudio à senhora Roussef ocorridas no domingo.Somente os mal intencionados, os parvos ou idiotas  tentam desqualificar  aqueles eventos, dando-lhes para sua conveniência,  um rotulo de ódio  das” zelites” ou burguesia   dirigidos  a tão virtuosa madame.Se esquecem, ou ignoram , de forma cínica   como a mentira,a calhordice , a destruição irresponsavel de  reputações e a manipulação de informações sobre a real situação do pais, transformaram as eleições num vale tudo  em nome de um projeto de poder.Nós burgueses não estamos com ódio.Aliás este sentimento é  privativo do Partido dos Trabalhadores,que o semeia  sempre que  algo ou alguém  contraria seus interesses.O que nós realmente e, justificadamente estamos  tomados é de imensa indignação!È bom que se diga que  aqueles que não votaram na Dilma já esperavam por isso.É  na outra metade  que se encontram os desiludidos e os enganados que acreditavam naquele Brasil do marqueteiro  vendedor de ilusões e de promessas vazias.Essa indignação cada vez mais se acentua à medida que a presidente,totalmente distanciada da realidade ,joga sobre os ombros da sociedade a responsabilidade de pagar a conta de sua incompetencia,de sua total incapacidade gerencial, de seus desatinos e desvairios,haja visto o caos provocado no setor eletrico.Querer culpar   uma crise internacional, , é subestimar a inteligência do cidadão comum.Ao tentar explicar o panelaço como um ato típico da burguesia  revanchista  por não aceitar a derrota  nas urnas, certos  blogueiros , colunistas e jornalistas  incorrem em erro grotesco e grosseiro.Primeiramente é importante ressaltar que pouco importa se a panela é de teflon, de ouro ,de prata ou de ferro batido.O que conta é  o eco de seu som ressoando  pelos ares das cidades.Por outro lado é bom refrescar a memória  de certos doutores ,mesmo daqueles que por opção ou por necessidade de sobrevivencia,tiveram que buscar o ganha pão em outros campos  que não aquele de sua formação acadêmica.Jornalismo ,por exemplo.Falemos um pouco da burguesia para refrescar a memória de alguns:temos a burguesia detentora dos meios de produção composta dos grandes empresários  do setor produtivo e do setor financeiro num primeiro grupo e  pequenos e medios empresários num segundo grupo,totalizando os dois grupos algo como   dez milhões de pessoas.As classes sociais fora do sistema produtivo acima mencionado, nos remetem à pequena burguesia,ao proletário  das cidades e dos campos e ao  que chamamos de lumpemproletariado ou povão   desprovidos de recursos econômicos e de consciência política., presas fáceis dos interesses burgueses  ou clientelismo político partidário através das bolsas  compradoras das consciências e principalmente dos votos.A pequena burguesia abrange as classes media alta e tradicional,tendo  os altos executivos de empresas nacionais,multinacionais  e altos burocratas do governo na primeira e  funcionários públicos, profissionais liberais,professores e intelectuais, entre eles ,os jornalistas na segunda.Somos cerca de cento e vinte milhões neste grupo.Quarenta milhões formam o lumpemproletariado.Portanto aqueles que nos chamam de elite branca e burgueses  quer queiram  ou não,quer gostem ou não , fazem tambem parte do mesmo contingente social.E que não venham reclamar de ofensas à madame numa atitude de debochado cinismo.Lembrem-se, caros colegas burgueses, de suas agressões  verbais  e cheias de ódio ,não respeitando nem a residência particular da cidadã Yeda Cruisis  quando governadora do Rio Grande do Sul.

Fabio Botelho

 Fonte de consulta: Eng. Fernando Alcoforado,PHD em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.

Um crime quase perfeito

Quem acompanha o cenário político ,e, principalmente  aqueles assuntos que gravitam na órbita da   Operação Lava Jato,têm observado  que os petistas,quando perguntados a respeito das “doações” ao Partido, respondem quase de forma  padronizada,automática e ensaiada  que todas  elas foram feitas obedecendo  rigorosamente  a legislação eleitoral.Isso sempre me intrigou.A tranquilidade com que tratavam o tema  nos fazia crer e principalmente fazia crer a eles que algo de muito mágico  ou mesmo genial    garantia,de forma  inquestionável, esse comportamento.Teriam eles descoberto a formula do crime perfeito?Ou nada disso seria verdade e se tratava apenas da habitual arrogância  petista  de se pretender inalcançável pela lei e pela justiça?Foi esse o seu comportamento  ao longo da  Ação Penal 470,mais conhecido como Mensalão,mesmo após  o termino do julgamento.Se definiram como heróis.Lembram-se?

Mas hoje,ao ler o noticiário  minha ficha caiu e pude entender com clareza  como tudo aconteceu.Ao se confirmar que as doações realizadas dentro das tecnicalidades   da Lei Eleitoral,  e confirmadas pelos delatores e até pelos próprios doadores era um jogo de cartas marcadas,a vaca do PT começou a ir pro brejo.O que era ilegal,longe de ser o ato da doação,era    o próprio dinheiro doado cuja origem ,todos nós sabemos ,decorria das propinas e assaltos ao caixa da Petrobras.O que aconteceu na realidade,foi que o Partido dos Trabalhadores se transformou na maior lavanderia  de dinheiro desviado da estatal. O dinheiro era frio e o PT o esquentava   com a maior desfaçatez.O recebimento da propina  sob a forma de doação oficial  parecia a eles  o crime perfeito.Por isso aquela tranquilidade angelical. Mas  –sempre existirá um mas– o surgimento dos delatores e dos doadores jogou por terra essa estratégia  simplesmente confirmando a máxima: Não existe crime perfeito!