O Cruzeiro, a Copa da Russia e suas lições

Tenho, ao longo do tempo,feito varios comentários  sobre a equipe do  Cruzeiro.Os conteúdos  ora são elogiosos  ora  contem críticas ácidas ao desempenho da equipe e também à performance de alguns atletas.Hoje, gostaria de  me ater apenas a aspectos  do comportamento  da equipe como um todo, tomando por referência aquilo que vi e aprendi ao longo da Copa da Russia.É interessante  observar que até hoje,decorridas duas semanas do final da Copa,não vi nenhum técnico do futebol brasileiro se manifestar  a respeito do futebol lá apresentado.Mas garanto ,com certeza quase absoluta , que muita coisa boa ocorreu por lá.Senão vejamos:1- foi uma Copa  onde a juventude  tomou conta dos gramados;2-a velocidade foi determinante  na conquista do resultado;3-a aplicação tático-estratégica  foi,na maioria das vezes, rigidamente observada;4-a qualidade individual associada ao jogo coletivo  foi muitissimo equilibrada;5- a presença do VAR inibiu a malandragem  tornando o jogo mais justo;6-Mas tudo isso só foi possivel graças à qualidade do passe.Sem ele todos os esforços seriam inúteis . Após o exposto acima me volto agora para uma análise mais objetiva  do meu diagnóstico sobre o Cruzeiro.Acredito fortemente que  cerca de 60% dos problemas  do Cruzeiro estão localizados  em um único quesito.Resolvido esse desacerto ,os demais serão   consequentemente facilitados e/ou minimizados.Estou me referindo à dinamica de jogo  atualmente em prática .O Cruzeiro é extremamente lento na transição de defesa/ ataque e também na transição inversa de ataque/defesa.Qual a consequencia dessa dinamica  morosa?Enquanto  o Dedé passa a bola para o Leo,este passa para o Egidio que para,olha e devolve para o Leo    numa troca improdutiva  de passes na sua intermediária, o adversário está se posicionando , organizando seu bloco defensivo ,preenchendo todos os espaços, não permitindo brechas aos armadores e atacantes cruzeirenses.A batalha fica tremendamente inglória para os atacantes.Basta assistir aos jogos e facilmente será observado que  não há espaços  a explorar.Agora vejamos o inverso:olhem os espaços, às vezes gigantescos dados pelo setor defensivo cruzeirense.No primeiro gol do Corinthias no meio da semana, o jogador corinthiano  estava pelo setor esquerdo da defesa sem que  houvesse um jogador siquer  do  Cruzeiro  num raio de 15 metros! É a tal morosidade inversa que mencionei acima.O problema do Cruzeiro começa  no Fabio que não sabe sair jogando   e prefere rifar a bola ,passa  pelo imobilismo da linha de defesa que não se desloca para facilitar a saída(isso se resolve com treinamento) , continua no meio de campo  que se vê obrigado a jogar de lado ou mesmo retroceder, pois não consegue municiar os atacantes já  que os espaços estão todos tomados pelo adversário conforme explicado acima e termina com a perda da bola.Relembrando a Copa, a jogada da Bélgica  no ultimo segundo do jogo  contra o Japão vai se tornar um clássico do contra ataque.Numa jogada de velocidade e precisão de passes impressionantes, a bola sai das mãos  do goleiro e chega dentro da meta adversária tocada por apenas 4 jogadores.E não foi por acaso.Contra o Brasil a mesma jogada foi feita com absoluto  sucesso.Tudo isso é questão de treinamento e de adoção de   atitudes  que visem a aprimorar a dinamica do jogo com a finalidade de atacar antes que o adversário se reorganize.Feito isso os espaços aparecerão e os atacantes terão maiores possibilidades de sucesso.Caso o Cruzeiro insista nessa morosidade  as dificuldades  continuarão a existir.

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