Como explicar o fraco desempenho do Praia Clube na atual temporada da Superliga Feminina de Voleibol?Analisando o final da temporada anterior chega~se à conclusão que já naquela oportunidade ,ao ficar fora das finais,a equipe triangulina dava os primeiros sinais de queda de rendimento. Ficou notória a necessidade de repensar o elenco para 2025/2026, com a substituição de algumas peças,inclusive o treinador cujo desempenho ficou aquém do desejável. Inclue~se aí uma avaliação do proprio planejamento para a atual temporada. Mas tudo indica que, tanto Diretoria quanto Comissão Técnica, não foram capazes de realizar a tarefa com competencia.Comecemos pela escolha do treinador. Por maior que seja o sucesso de um treinador em uma Liga ,seja ela portuguesa,espanhola,egpcia, uruguaia, tunisina, jamais esse treinador estará à altura, devido ao seu parco conhecimento e experiencia, de comandar uma equipe de uma Liga de alta performance. No Brasil, os titulos e conquistas ocorrem entre 4 a cinco equipes.É ali, nesse grupo que se ganham ou se perdem campeonatos. Também na Italia, na Turquia ou no Japão as coisas não são diferentes.Mas se sua equipe não tem um bom treinador e não joga com alto desempenho, é quase certo que estará fora da disputa. Mas, vou além. Qualquer dos treinadores das doze equipes da Superliga Feminina é mais preparado e qualificado que um top de linha de treinadores da liga portuguesa ou outra qualquer das ligas mencionadas acima.Não se consegue sucesso numa equipe sem saber como treiná-la e pior, sem saber o potencial das equipes adversarias. O treinador do Praia se encontra nessa situação; apesar de mais de dois meses de trabalho,não conhece o seu elenco ( veja~se o caso da Caffrey) e tampouco consegue avaliar o adversario.Isso explica o fracasso do Praia nos ataques e nos bloqueios. O volei praticado por aqui está muito acima da capacidade de entendimento desse treinador. Completamente perdido , será dificil que ele consiga levar o Praia a algum sucesso.E ,quanto ao elenco, há muita jovem atleta promissora no mercado brasileiro, que bem poderia estar substituindo varias veteranas do Praia ,com melhor relação custo beneficio. E quanto à busca por um bom treinador, que o Praia siga o exemplo do Minas: busque-o em uma liga forte e de alto desempenho.Certamente e ,dificilmente ele poderá ser encontrado em ligas menores e inexpessivas .Agindo assim a possibilidade de sucesso será maior.
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Minas X Praia
A grande vitória Do Minas sobre o Praia hoje , premia a equipe da Rua da Bahia com o titulo de Campeão Estadual sem qualquer margem de contestação pelo feito alcançado. Entretanto,me atrevo a ir além do acontecido na tarde/noite de hoje e tentar vislumbrar o que pode ser a temporada 2025/2026 para as duas equipes,Nos meus longos anos de acompanhamento da Superliga Feminina de Volei, sempre vi Minas e Praia em situação de bastante equilibrio de forças. Durante esses anos uma particularidade me chamava a atenção sobre os dois clubes: O Minas sempre primou por ter excelentes Comissões Tecnicas, mas pecava na formação dos elencos. Já com o Praia acontecia o contrario: sempre formou grandes elencos, mas errava na escolha das Comissões Técnicas.Enquanto Minas vinha com Lavarini e depois Nicola Negro, o Praia mantinha o Paulo Coco por sete temporadas entregando muito pouco se considerarmos a qualidade do material humano que tinha nas mãos Quando finalmente saiu o Paulo Coco , seu sucessor se mostrou pior , com resultados pifios. Hoje, vendo o jogo final entre Minas e Praia e considerando que ambas as equipes tem praticamente o mesmo tempo de preparo para a temporada 2025/2026, , ficou nitida a diferença,aliás abissal, da qualidade do volei apresentado pelo Minas e a total ausencia de algum mérito no que o Praia apresentou. Enquanto a equipe triangulina dava a impressão de ter escolhido suas atletas na porta do Ginasio do Minas tal o seu pessimo desempenho, em todos os fundamentos, diga-se de passagem., seu oponente esbanjava talento em todos os momentos da partida. O Minas parecia estar treinando há seculos tal ao entrosamento dentro de quadra.Thaisa e a levantadora polonesa se entenderam como se jogassem juntas desde sempre.Do outro lado nada funcionava.Pela primeira vez,acho que o Praia cometeu um erro gigantesco tanto nas escolhas fora da quadra – o que não é nenhuma novidade- quanto dentro dela e a temporada 2025/2026 possa estar completamene comprometida. Mas o Minas não tem nada a ver com isso e está de parabéns por ter conquistado o Campeonato Mineiro com todos os méritos e sendo um dos favoritos a ganhar a Superliga 2025/2026.
O Praia Clube e a temporada 2024/2025
Não há a menor dúvida que a eliminação do Praia Clube da disputa do titulo da Superliga foi uma surpresa terrivelmente dolorosa.Ao conhecer o elenco antes do inicio da temporada eu já antevia que haveria sérios problemas na recepção. Todavia restava uma esperança que o projetado poderio de ataque de Kuznetsova,Caffrey e Nia Reed conseguiria compensar as dificuldades advindas do passe imperfeito. Tal não ocorreu.Mas outros fatores também contribuiram ,e muito para o fracasso final.Vamos a eles;
1– O treinador. Para minha surpresa Marcus Miranda, se mostrou ser muito fraco . Não é o melhor candidato a treinar grandes estrelas. Para aqueles que dizem ser êle um grande treinador de bloqueios, acho que a grande bloqueadora do Praia Adenisia não foi formada por êle.Nos dois jogos da semifinal o bloqueio do Praia naufragou. Chego a duvidar que o treinador tenha estudado o adversário adequadamente . Comecei a duvidar de sua capacidade ainda no Campeonato Mundial ano passado na China. Quando, lá na China as coisas não iam bem ,ele sacava a Kuznetsova da equipe. E demorava a voltar com ela .Ficou nítido o abatimento demonstrado pela atleta. Acho que o único a não perceber foi o treinador. Aquilo me fez lembrar de um outro treinador – ainda em atividade- que cometeu a mesma asneira há muitas temporadas passadas, quando, intempestivamente ,tentou mudar o jeito de jogar da magnifica Cristina Pirv ,atleta do Minas naquela temporada, jogando em altíssimo nível. O Praia Clube e o Minas tem uma curiosa singularidade: O Minas é altamente competente na escolha de seus treinadores, e, peca na montagem do elenco. Já o Praia prima pela excelente escolha de seus elencos e falha quando contrata treinadores de segunda linha. Teve elencos fantásticos mas tinha um Paulo Coco muito aquém das necessidades da equipe. E isso durou sete temporadas! Inacreditável!
2- O elenco – Antes do inicio da temporada o elenco do Praia era considerado forte candidato ao titulo da Superliga, apesar das deficiências observadas. Querer imputar a Sofia Kuznetsova responsabilidades totalmente descabidas é uma crueldade e uma covardia sem limites.. Sempre que esteve em quadra foi brilhante e uma das maiores pontuadoras.Me apontem quantas jogadoras ,em quadra , pontuaram mais que ela. Isso considerando que o Praia tinha outras boas opções de ataque. Outras equipes tinham, a rigor, apenas uma opção para atacar. Dai surgiram grandes pontuadoras isoladas. .Da Maiara Basso nunca fui admirador. A fleuma dela em quadra é a mesma de uma criança chupando um picolé num banco de parque de diversões. A grande decepção ficou por conta do desempenho da Nia Reed. O Praia praticamente jogou sem oposta. Nenhuma equipe resiste a isso , principalmente contra equipes de maior qualidade, onde a oposta é fundamental na derrubada de bolas. Talvez aí esteja a principal razão pelo fim melancólico da temporada.
3- Diretoria e Comissão Técnica– Ninguém tem bola de cristal para antever o futuro. A formação do elenco foi feita com competencia. Mas, o Praia Clube precisa tirar lições dessa temporada e, certamente o fará.A prioridade é escolher com sabedoria um novo treinador com qualidades comprovadas . Verdade seja dita: essa figura não existe no Brasil. Quanto a atletas, sejam elas brasileiras ou não, atenção redobrada ao histórico de desempenho e condições atléticas. São requisitos fundamentais para que o Praia se recomponha para a próxima temporada.
